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Via Sacra de Canguçu

› Local: Parque Turístico Nossa Senhora da Conceição
A Via Sacra apresenta 15 medalhões representando o caminho de Jesus Cristo até a crucificação. Em três destes medalhões, que compõem as três quedas de Jesus Cristo, o artista Vinício Cassiano representou algumas problemáticas da sociedade contemporânea como o consumismo desenfreado, os vícios e o sensacionalismo da imprensa. A primeira estação fica localizada na base do cerro. Acesso a pé preferencialmente pelo próprio parque. Acesso de carro, pelas margens da BR 392 requer atenção redobrada dos motoristas para evitar acidentes, recomenda-se retorno pela rótula aos motoristas que vêm da direção Pelotas/Canguçu.

Via Sacra de Canguçu

(Manuscrito do Artista Vinício Cassiano, 2011)

Apresentação:

             Quando ainda construía a imagem de Nossa Senhora da Conceição, fui convidado pela Irmã Cecília, diretora do Colégio N. S. Aparecida para construir uma via sacra que seria instalada na subida do mesmo cerro em que esta o Parque Nossa Senhora da Conceição; recebi o convite com muito orgulho e logo parti para a criação de uma via sacra, que seria confeccionada em concreto, uma via sacra simples, mas acima de alguns estudos, resolvi em princípio, representá-la somente com caras, as expressões e as posições das caras deveriam “falar” o que acontecia em cada estação. Logo, porém, descobri que apenas com os rostos não conseguiria mostrar a essência de cada acontecimento, descobri logo que teria que incluir das mãos, pois assim como as caras, as mãos, nos acontecimentos da via sacra, são de vital importância.

            Projetei a presente via sacra em alto relevo sobre medalhões de um metro e trinta de diâmetro. Conforme explanação anterior, desejei que minha via sacra fosse realmente original, ousei então em determinadas estações colocar alguns pensamentos meus, confirmarão o que expus, na leitura de cada estação. Os medalhões desta via sacra foram confeccionados no período de março a julho de 2011.

I Estação – Jesus é condenado a morte

            Nesta estação estão representadas as três principais personagens ao acontecimento: Pilatos, Jesus e o sumo sacerdote Caifás. Vemos Pilatos dando as costas à cena em que Jesus é acusado por Caifás apontando-lhe o dedo. Jesus de cabeça baixa recebe humildemente sua sentença de morte.

            É interessante observar que os três personagens têm sobre suas cabeças os símbolos de seus poderes sobre os homens: Pilatos, a coroa de Louros, Caifás a mitra de Jesus, a coroa de espinhos, ridicularizado por ter sido considerado Reis dos Judeus.

II Estação – Jesus recebe sua Cruz

            Nesta representação Jesus aparece carregando sua Cruz que num efeito de perspectiva parece sair do plano limitado do quadro invadindo o nosso universo fazendo-nos refletir: Jesus carregou e morreu na cruz pelos pecados de todos, inclusive os novos.  Assim como ele, nós também devemos carregar nossas próprias cruzes. Na cena do quadro um soldado o açoita, faz com que reflitamos nas muitas vezes que desprezamos e até nos divertimos com o sofrimento alheio.

III Estação – Jesus cai pela primeira vez

            As três quedas de Jesus não estão explícitas nas escrituras, concedi-me então ao direito de extrapolar um pouco, colocando nestas estações elementos de nosso tempo, simbolizando com eles um comportamento contemporâneo que contradiz, segundo creio, com os ensinamentos e desejo de Jesus.

            Nesta estação desejo ressaltar o consumismo exagerado através da presença de um tênis e um aparelho de telefone celular entre as coisas jogadas em Jesus quando de sua queda. Certamente estes elementos contemporâneos entre as pedras, paus e outros objetos jogados na época, no Cristo caído, nos farão meditar a respeito.

IV Estação – Jesus encontra Maria, sua mãe

            Nesta parada, um momento de infinita ternura. Ao invés de um encontro dramático, um encontro de insuperável amor: a mãe disfarçando seu imenso sofrimento e desespero afaga o rosto de seu filho encorajando-o; Jesus parece por instante superar-se e olha para sua mãe com carinho, parecendo receber dela a força necessária para continuar sua trajetória rumo ao calvário.

V Estação – Simão Sirineu ajuda Jesus a carregar a Cruz

            Nesta estação em que Jesus é auxiliado pelo Sirineu usei como modelo para representar Simão, um cidadão da cidade de Canguçu, pois assim como Simão ofereceu seus braços para ajudar Jesus a carregar a cruz, também ele, Valdeci Silva de Moura, durante todo o tempo em que nesta cidade permaneci para construir a imagem de Nossa Senhora da Conceição e a presente via sacra, jamais ele, “Seu Moura” como é conhecido e sua esposa, Dona Maria de Lurdes Aquino de Moura, jamais, repito, pouparam esforços para que minha estadia aqui fosse a melhor possível. Seja a família Moura um símbolo de todos que aqui  me receberam com carinho.

VI Estação – Verônica enxuga o rosto de Jesus

          Nesta alegoria Jesus está de costas, Verônica, uma mulher pertencente ao povo está de frente para que possamos ver estampado na toalha pelo sangue e suor, o rosto de Jesus.

          Esta passagem não é bíblica, pertence a tradição, para que nos sirva de ensinamento o espírito de solidariedade e que quando a exercemos, somos sempre correspondidos.

VII Estação – Jesus cai pela segunda vez

     Como foi descrito anteriormente, foi utilizado elementos contemporâneos para que reflitamos sobre o nosso comportamento a respeito de ainda hoje estarmos jogando “pedras” no Cristo.

        Nesta segunda queda foi usado as drogas, o álcool e o sexo indiscriminado como elementos de agressão; estes estão representados na garrafa de “pinga”, no cachimbo de craque  e uma camisinha.

VIII Estação – Jesus e as Mulheres de Jerusalém

     As mulheres que certamente acompanharam Jesus durante suas pregações, batem no peito e choram inconformadas. Jesus lhes diz “não chorais por mim mas por vós e vossos filhos”; profetizando assim o que haveriam de sofrer; uma profecia que se estende também a nós quando matamos em nosso coração o verdadeiro caminho verdade e vida que é Jesus, o verdadeiro amor.

IX Estação – Jesus cai pela terceira vez

            Continuando com as transposições para os nossos dias, na terceira queda de Jesus, foi decidido colocar a imprensa em evidencia, considero a imprensa um verdadeiro “Deus” terreno e por esta razão dona de uma responsabilidade incomensurável.

            Nesta representação vemos na forma de um jornal e um microfone de televisão, as três formas de comunicação, quais sejam: escrita, falada e televisada; penso que quando praticamos qualquer forma de imprensa que contribua para que os verdadeiros valores que edificam sejam enfraquecidos, continuamos a jogar pedras no Cristo.

X Estação – Jesus é despido de suas vestes

             Jesus chega ao calvário local de sua crucificação; o soldado o desnuda como era o costume nestas ocasiões; seus vestidos e túnicas serão distribuídos e sorteados entre os soldados, Jesus não opõe qualquer resistência, a cabeça baixa demonstra humilhação, no soldado, ao contrário, um ar de zombaria e divertimento. No chão a cruz, pronta para que seja consumado o sacrifício.

XI Estação – Jesus é pregado na Cruz

            Neste quadro em que Jesus é pregado na cruz é representando como foco principal o momento em que o soldado martela o cravo na mão esquerda de Jesus. A mão está em primeiro plano, o excurso, recurso artístico, foi utilizado para dar mais dramaticidade à representação.

XII Estação – Jesus Morre na Cruz

                Esta estação foi representada com a maior simplicidade possível, não desejei dar ênfase à morte; somente foi mostrado o mais necessário: Jesus pende a cabeça e morre, sobre si, a inscrição “INRI”, que quer dizer: “Jesus Nazareno, rei dos Judeus”.

XIII Estação - Jesus é descido da Cruz

                Nesta representação artística  Maria tem seu filho nos braços pela ultima vez; ao fundo vemos a cruz, agora vazia, solitária; Maria tem seu olhar para o céu como se estivesse comunicando a Deus o comprimento de sua missão e cobrando dele também o comprimento da promessa, feita através do Anjo, quando de sua anunciação: que seu filho Jesus seria, dos homens o SALVADOR.

XIV Estação – Jesus é sepultado

            No sepultamento de Jesus lá estão representadas as mulheres que sempre o acompanharam cobrindo-o com o lençol, último gesto de carinho e atenção; na cabeceira do túmulo está representada a figura da Maria, cônscia de que sua foi cumprida, alimentando em seu coração a promessa de seu filho: a ressurreição.

XV Estação – A ressurreição de Jesus

            Nesta última estação vemos a representação de Jesus vivo saindo do túmulo ainda envolvido nos lençóis que o cobria. Está sendo visto de cima para baixo, de braços abertos como que desejando receber-nos. O túmulo, lá em baixo ficou distante, sugerindo-nos que a morte foi vencida.

 
 
 
 
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