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21/03/2016
Secretaria de Saúde promove atividade de formação para profissionais da área
A ação teve como objetivo capacitar as equipes de unidade básica no combate a tuberculose

A Secretaria de Saúde promoveu na manhã do dia 16 de março, uma atividade de formação para os profissionais da área, antecipando as ações alusivas ao dia 24 do referido mês - data mundial de combate à tuberculose.



O que é a doença, quais os tipos de tuberculose, transmissão, e mecanismos de contágio, foram assuntos abordados por um grupo especializado formado para explanar sobre o tema.



O treinamento foi desenvolvido visando qualificar os profissionais mediante situações envolvendo a patologia.



Para debater o assunto foram convidados a palestrar o pneumologista, Dr. Marcelo Mallmann, a enfermeira Marcina Bueno, da 3ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), e profissionais da Secretaria de Saúde responsáveis pelo controle e assuntos relacionados, Margarete Moura, da vigilância epidemiológica, a Dr. Michele Igansi e a Coordenadora do programa de tuberculose, Vanise Nunes. A dra. Lourdes Vernetti, médica capacitada que atua junto a atenção básica municipal para tratar da doença em debate também integrou o quadro de palestrantes.



O encontro que adotou o formato de "roda de conversa" aconteceu no auditório do Cine Teatro, somente no período da manhã, e foi direcionado aos profissionais das UBS do município.



A data - 24 de março - serve como alerta para toda à população sobre os perigos da enfermidade e os riscos de transmissão. E segundo a Secretária de Saúde Luciane Bastos, além de serem poucos os casos registrados na cidade, não se pode descuidar das medidas preventivas para se evitar o contágio, e alerta, a doença não foi erradicada como muitas pessoas erroneamente pensam.



Entenda mais sobre a doença



A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível, causada pelo Mycobacterium tuberculosis, que afeta prioritariamente os pulmões, embora possa acometer outros órgãos e sistemas. A apresentação pulmonar, além de ser mais frequente, é também a mais relevante para a saúde pública, pois é a principal responsável pela transmissão da doença.A doença é curável.  



Anualmente são notificados cerca de 6 milhões de novos casos em todo o mundo, levando mais de um milhão de pessoas a óbito.



No Brasil, a tuberculose é sério problema da saúde pública. A cada ano, são notificados aproximadamente 70 mil casos novos e ocorrem 4,6 mil mortes em decorrência da doença. O Brasil ocupa o 17º lugar entre os 22 países responsáveis por 80% do total de casos de tuberculose no mundo.



Nos últimos 17 anos, a tuberculose apresentou queda de 38,7% na taxa de incidência e 33,6% na taxa de mortalidade.  A tendência de queda em ambos os indicadores vem-se acelerando ano após ano em um esforço nacional, coordenado pelo próprio ministro, o que pode determinar o efetivo controle da tuberculose em futuro próximo, quando a doença poderá deixar de ser um problema para a saúde pública.



Modo de transmissão



A tuberculose é uma doença de transmissão aérea, ou seja, que ocorre a partir da inalação de aerossóis. Ao falar, espirrar e, principalmente, ao tossir, as pessoas com tuberculose ativa lançam no ar partículas em forma de aerossóis que contêm bacilos, sendo denominadas de, bacilíferas.



As formas bacilíferas são, em geral, a tuberculose pulmonar e a laríngea. Calcula-se que, durante um ano, numa comunidade, um indivíduo que tenha baciloscopia positiva pode infectar, em média, de 10 a 15 pessoas. Bacilos que se depositam em roupas, lençóis, copos e outros objetos dificilmente se dispersam em aerossóis e, por isso, não desempenham papel importante na transmissão da doença.



Sinais e sintomas



A apresentação da tuberculose na forma pulmonar, além de ser mais frequente, é também a mais relevante para a saúde pública, pois é essa forma, especialmente a positiva à baciloscopia, a principal responsável pela transmissão da doençaque se dá por via aérea.



No entanto, não raramente, a tuberculose pode manifestar-se sob diferentes apresentações clínicas, que podem estar relacionadas com idade, imunodepressão e órgão acometido. Assim, outros sinais e sintomas, além da tosse, devem ser valorizados.



Na tuberculose pulmonar, em adolescentes e adultos jovens, o principal sintoma é a tosse (seca ou produtiva, com expectoração purulenta ou mucoide, com ou sem sangue). Por isso, recomenda-se que todo sintomático respiratório (pessoa com tosse por três semanas ou mais) seja investigado para a tuberculose.



Há outros sinais e sintomas que podem estar presentes, tais como: febre vespertina (no final da tarde), sudorese noturna (suor durante a noite), anorexia e emagrecimento.



Em crianças menores de 10 anos as manifestações clínicas podem variar bastante. O achado clínico que chama a atenção na maioria dos casos é a febre, habitualmente moderada, persistente por 15 dias ou mais e frequentemente vespertina.



São comuns irritabilidade, tosse, inapetência, perda de peso e sudorese noturna. Muitas vezes, a suspeita de tuberculose em crianças surge com diagnóstico de pneumonia sem melhora com o uso de antimicrobianos para germes comuns.



Quando a tuberculose é extrapulmonar, os sinais e sintomas dependem dos órgãos e/ou sistemas acometidos. A forma extrapulmonar ocorre mais comumente em pessoas que vivem com o HIV/aids, especialmente entre aquelas com grave comprometimento imunológico.



Tratamento



A tuberculose é uma doença curável em praticamente 100% das novas ocorrências, desde que a pessoa seja sensível aos medicamentos antituberculose, que sejam obedecidos os princípios básicos da terapia medicamentosa (associação medicamentosa adequada, doses corretas e uso por tempo suficiente) e que haja a adequada operacionalização do tratamento.



A esses princípios, soma-se o tratamento diretamente observado (TDO) da tuberculose, que consiste na observação diária da tomada dos medicamentos por um profissional da equipe de saúde ou por alguém por ele supervisionado.



O tratamento da tuberculose dura no mínimo seis meses e, nesse período o estabeleciemento de vínculo entre profissional de saúde e usuário é fundamental para que haja adesão do paciente ao tratamento e assim reduzir as chances de abandono para se alcançar a cura.



Logo nas primeiras semanas de tratamento o paciente se sente melhor e, por isso, precisa ser orientado pelo profissional de saúde a realizar o tratamento até o final, independente da melhora dos sintomas. É importante lembrar que tratamento irregular pode complicar a doença e resultar no desenvolvimento de cepas resistentes aos fármacos.



Atendimento aos pacientes na rede municipal



Para maiores informações sobre sintomas, contágios e prevenção, a comunidade pode entrar em contato com o setor de Vigilância epidemiológica, localizado no Posto Central, ou pelo telefone 3252-70 42, e falar com a responsável pela área Margarete Moura.



Fonte: Portal da Saúde
 
 
 
 
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